Desafios da profissão

Juliane Matos

Juliane Matos

Garra e persistência. Duas qualidades que definem a profissional de Relações Institucionais e Governamentais da COSAN*, Juliane Matos, de 27 anos. Advogada por formação, com pós-graduação em Relações Governamentais e MBA em Compliance e Governança, Juliane avalia que aos poucos a profissão de RIG está se tornando mais conhecida e conquistando cada vez mais mulheres. “Há quatro anos eu chegava nos lugares e tinha que explicar o que era RIG. Hoje, com o crescimento da área como um todo, as pessoas já identificam com mais facilidade esse profissional. Aos poucos as coisas estão mudando, inclusive sobre a participação feminina. Quando fiz pós, a classe era majoritariamente masculina. Já quando fiz o MBA, muita presença feminina”, conta.

A profissional também revela, que em relação ao setor privado, as mulheres de RIG costumam se ajudar, trocam experiências e não estão livres de estereótipos. “Por mais alto que seja seu cargo, numa equipe masculina, as pessoas de fora tendem a se dirigir e a se reportar a um homem. Isso já aconteceu comigo e o mesmo já ouvi de outras colegas”.

Um assunto que envolve polêmica na área de RIG é sobre equiparação salarial entre homens e mulheres. “Num cenário geral, a equiparação ainda está falha, mas na COSAN tenho salário, valorização e tratamento de igual para igual”, diz Juliane, se referindo aos outros colegas de RIG que também atuam na empresa.

Por ser uma área predominantemente masculina, Juliane confessa: “Eu vou contra o fluxo por ser mulher, tenho que mostrar que sou capaz, que sou competente. Para ingressar na área tive que meter a cara.”

*Empresa de capital aberto, com negócios nas áreas de
energia, logística, infraestrutura, alimentos e combustíveis.

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