Vozes femininas

Nos Estados Unidos, as mulheres que trabalham com relações governamentais recebem 0,68 cents para cada 1 dólar pago aos profissionais do sexo masculino. Foi o que mostrou a mais recente pesquisa da Associação norte-americana WGR – Women in Government Relations (Mulheres em Relações Governamentais) sobre as tendências de carreira para as profissionais que trabalham nesta área. Apesar disso, no ano de 2018, em comparação com 2017, os aumentos reais dados às mulheres foram maiores que os dos homens (4,9% x 2,2%), o que indica que há um trabalho em curso para eliminar essa diferença.

No Brasil ainda não existe uma organização como a WGR, que atue como uma comunidade de apoio para a liderança das mulheres nas Relações com o governo. Entretanto, quem trabalha na área já vem notando um crescimento delas em cargos estratégicos, uma mudança de perfil que ocorre junto à necessidade das empresas em criar estruturas sólidas para relacionamento com governo.

Participação crescente

A diretora jurídica e de relações governamentais da Cielo, Lou Bianchini, acredita que quanto mais mulheres estiverem atuando em relações governamentais, mais discussões construtivas serão estimuladas. “Entendo que o meu papel, assim como o de muitas (e muitos) colegas nessa posição, é despertar profissionais para essas funções, que exigem profundo conhecimento da indústria, comunicação clara e tempestiva e, sobretudo, a adoção de uma atitude que promova a ética e a justiça.”

Gisela Martinez, da Antakly Martinez Public Affairs, acredita que este é um momento de grande oportunidade para o mercado brasileiro. “Tenho percebido que a participação das mulheres está crescendo em ambientes que antes eram bastante masculinos. Hoje, tenho muito mais facilidade em criar equipes com lideranças femininas e, entre os meus clientes, ter uma mulher à frente da área de relações governamentais e public affairs não é mais exceção”. 

De forma geral, o mercado está aquecido para o profissional de relações governamentais e as mulheres que atuam na área estão cada vez mais organizadas para construir um caminho de igualdade.

*Com informações da revista Exame e da WGR

Levantando a voz

A Women in Government Relations (WGR) se dedica ao avanço e empoderamento da mulher na área de relações governamentais e institucionais. Criada em 1975, a WGR fomenta e incentiva o desenvolvimento educacional e profissional das mulheres na área, por meio de cursos, mentoria e eventos. A WGR possui sete comitês permanentes: Comunicações e relações públicas; Congressional outreach; Diversidade, equidade e inclusão; Captação de recursos e desenvolvimento; Adesão e engajamento; Personal & desenvolvimento profissional; Políticas e procedimentos. Mais informações no site www.wgr.org

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